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A outra face da crise do estado de bem-estar social, neoliberalismo e os novos movimentos da sociedade de trabalho

Autor(es)Suely Maria Ribeiro Leal
ResumoO texto discute a crise da economia, do Estado e da sociedade capitalista, destacando que ela não é apenas econômica ou financeira, mas também uma crise do próprio Estado capitalista e dos valores que sustentaram a sociedade industrial. A crise se intensificou a partir da década de 1970 e atingiu diretamente o Estado de Bem-Estar Social (Welfare State), que havia sido fundamental no período pós-Segunda Guerra Mundial. Esse modelo permitiu conciliar capitalismo e democracia, reduzir conflitos entre capital e trabalho e ampliar a proteção social. Com o enfraquecimento desse modelo, também entrou em crise a ideia de que o trabalho seria o principal elemento de organização, integração e transformação da sociedade. Assim, perdeu força a antiga “utopia de uma sociedade do trabalho”, gerando dúvidas sobre os projetos políticos e sociais que orientavam as lutas anteriores. O autor afirma que os conceitos tradicionais de “crise”, “história” e “utopia” já não são suficientes para explicar as profundas mudanças da sociedade. Por isso, utiliza a ideia de “Nova Intransparência”, associada a Habermas, para representar um período em que se tornam menos claros os caminhos futuros da sociedade e perdem força as antigas utopias sociais.
Palavras-ChaveBem-estar social - São Paulo (Estado); O Estado; Capitalismo (Economia); Caderno de pesquisa
NotasLEAL, S.M.R. A outra face da crise do estado de bem-estar social, neo-liberalismo e os novos movimentos da sociedade de trabalho. Caderno de Pesquisa, NEPP/UNICAMP, n. 13. 1990. Disponível em: https://nepp.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/57/2024/10/CadPesq_13.pdf. Acesso em: 05 ago. 2019.

Caderno de Pesquisa, NEPP, n. 13. 1990
Descrição Física:35 p. - PDF
ImprentaCampinas, SP: NEPP, 1990
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