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Título [Principal]: Risco para cancer de mama segundo os modelos de Gail, Claus e a propria impressão de mulheres com historia familiar de primeiro grau para cancer mamario
Autor(es): Wellerson de Aguiar Miranda
Palavras-chave [PT]:

Cancer,
Área de concentração: Tocoginecologia
Titulação: Mestre em Tocoginecologia
Banca:
Cesar Cabello dos Santos [Orientador]
Aarão Mendes Pinto Neto [Co-orientador]
Resumo:
Resumo: Objetivo: Correlacionar o risco para câncer de mama segundo os modelos de GAIL, CLAUS e da própria impressão de mulheres com história familiar de primeiro grau para câncer mamário. Além disso, avaliar o interesse dos médicos em detectar as mulheres de risco, bem como a posição destas mulheres sobre o uso de TRH, a realização da auto-palpação e da mamografia. Sujeitos e métodos: Foi realizado um estudo de corte transversal, no qual se estudou 105 mulheres parentes de primeiro grau de pacientes já acompanhadas no Ambulatório de Patologia Mamária do Caism Unicamp com diagnóstico de câncer mamário. As mulheres admitidas foram entrevistadas por meio de um questionário com informações sobre a sua própria impressão de risco para o câncer mamário, assim como dados referentes ao uso de TRH, realização de mamografia e atenção médica ao risco. A partir do mesmo, foram colhidos dados necessários para os cálculos dos valores de GAIL e CLAUS. Para estudar a associação de variáveis categóricas com o risco GAIL, utilizou-se o teste exato de Fisher e para estudar a associação com o risco presumido, o teste Qui-quadrado com correção de Yates. Para avaliar a correlação entre os valores de GAIL e CLAUS utilizou-se o coeficiente de correlação de Spearman. Resultados: Doze por cento das mulheres foram classificadas como de alto risco para desenvolvimento de câncer de mama, de acordo com GAIL. Não observamos correlação de risco entre os valores de GAIL e CLAUS (r=0,03), nem com o risco presumido pelas mulheres: 86% que se imaginavam de alto risco, têm, segundo GAIL, um risco moderado, e, 20% das que se imaginavam de baixo risco têm, segundo GAIL, um risco alto (p=0,58). Sessenta e dois por cento das mulheres de alto risco, de acordo com GAIL, não se sentem seguras em relação à TRH. Oitenta por cento das mulheres de alto risco, 73% das de risco moderado e 73% das de risco baixo segundo o risco presumido, fazem auto-palpação. Oitenta e cinco por cento da mulheres de alto risco, segundo GAIL, haviam sido submetidas a mamografia prévia, e 50% das mulheres de risco moderado não haviam realizado mamografia prévia (p=0,03). O estudo de GAIL mostra que 23% das mulheres de alto risco e 53% das de risco moderado, referiram nunca terem sido questionadas sobre seus antecedentes familiares pelos médicos.Conclusões: Cerca de 12% das mulheres foram consideradas de alto risco segundo GAIL. Os valores de risco baseados nos modelos de GAIL, CLAUS e o presumido pelas mulheres não se correlacionaram. As mulheres não se sentem seguras com o uso de TRH. Fazem auto-palpação rotineira e metade delas já foram submetidas à mamografia. Cinquenta por cento dessas mulheres referiram que nunca haviam sido questionadas sobre seus antecedentes familiares pelos médicos

Abstract: Objective: To correlate the breast cancer risk according to the GAIL and CLAUS models and the own impression of women with first-degree relatives to this illness. In addition to evaluate the medical interest in detecting the high-risk women to breast cancer, to evaluate the opinion of these women about hormone replacement therapy, the self-breast examination and if they have been undergone to mammograms. Subjects and methods: It was done a cross sectional study to evaluate relatives of women with breast cancer diagnosis and already followed in the Caism-Unicamp at the breast unit. The researcher interviewed the admitted women and data used in the GAIL and CLAUS models were collected. Questions about their own impression of the risk about breast cancer, their opinion about HRT, mammograms and medical aid about investigating their risks. To study the relations among categorical variables and GAIL model data the Fisher exact test was used, and to evaluate the relations among the imaginary risk the qui-square test with Yates correction was used. To correlate the risk models it was used the Spearman correlating index. Results: Twelve per cent of the women are high risk to developing breast cancer according to the GAIL model. No correlations among the GAIL and CLAUS models were observed (r=0.03) neither the own impression: 86% that thought being in high risk were according to GAIL model in moderate risk, and 20% that thought in low risk were in high risk, according to GAIL model (p=0,58). Sixty two per cent of the high risk group, according to GAIL model agree that HRT is unsafe. Eight five per cent of the high risk group had done mammograms and 50% of the moderate risk group, both according to GAIL model, had never done mammograms before (p=0.03). Twenty three per cent of the high risk group and 53% of the moderate group, according to GAIL model, were never asked about their family history in breast cancer matters. Conclusions: About twelve per cent of the women were considered high risk according to GAIL model. The risk values based on the GAIL and CLAUS models and the imaginary risk were not correlated. The women were not safe about using HRT, they did the self-breast examination e half of them have done mammograms. Half of this population refered that have never been asked by their family breast cancer history by a physician before
Data de Defesa: 20-08-2004
Código: vtls000330709
Informações adicionais:
Idioma: Português
Data de Publicação: 2004
Local de Publicação: Campinas, SP
Orientador: Cesar Cabello dos Santos, Aarão Mendes Pinto Neto
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciencias Medicas
Nível: Dissertação (mestrado)
UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia

Dono: admin
Criado: 09-05-2005 17:06
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