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Título [PT]: Tanto que fazer e eu me desfaço: uma leitura das imagens do feminino e da loucura em Extracción de la piedra de locura
Autor(es): Julia Pilla Guedes
Palavras-chave [PT]:

Crítica literária feminista, Alejandra Pizarnik, Poesia argentina, Loucura, Imaginação
Palavras-chave [EN]:
Feminist literary criticism, Alejandra Pizarnik, Argentinian poetry, Madness, Imagination
Titulação: Bacharel em Estudos Literários
Banca:
Cristina Henrique da Costa [Orientador]
Resumo:
Resumo: A presente monografia tem como objeto de estudo o livro Extracción de la piedra de locura, da poeta argentina Alejandra Pizarnik, publicado por primeira vez em 1968. A análise toma como foco principal as imagens da loucura e do feminino ao longo do livro, levando em conta as ambiguidades que estas suscitam. Como base teórica, são particularmente valiosas as teorias de Shoshana Felman acerca das conexões entre loucura e literatura, contidas em seu livro Writing and Madness (Literature/Philosophy/Psychoanalysis), as de Luce Irigaray acerca do feminino e suas representações em seu livro Ce sexe qui n’en est pas un e as de Gaston Bachelard, acerca da imaginação aquática, de seu livro L’Eau et les Rêves: Essai sur l'imagination de la matière. O percurso que seguimos começa com uma análise estética dos poemas, levando em consideração os diálogos com gêneros literários e temáticas. Apontamos uma aproximação com os imaginários romântico, simbolista e surrealista, relacionando com o momento da escrita do livro algumas correntes literárias atuantes e as referências de Pizarnik. A partir daí, partimos para uma leitura que pretende investigar de que forma a melancolia, aspecto importante no livro, é poeticamente trabalhada, tentando buscar maneiras como podemos entendê-la também analiticamente, tomando como base os livros Luto e Melancolia de Sigmund Freud e Sol Negro: Depressão e Melancolia de Julia Kristeva. A partir da perda melancólica, a reflexão é conduzida para a falta, que marca tanto a análise de Felman quanto a de Irigaray. A falta, segundo as autoras, é o que marca o discurso da loucura e da mulher. A partir da análise dos poemas e do título do livro, é elaborada então uma hipótese de leitura. Para afinar nossa hipótese, trouxemos a teoria de Bachelard acerca da imaginação aquática, dando ênfase a sua análise do mito de Narciso. Nossa tentativa foi de imaginar uma Narcisa e, para tanto, nos interessamos particularmente pela possibilidade de pensar o lugar dessa eu lírica situada entre a reflexão e o reflexo, ou com o objetivo de esboçar - talvez pretensiosamente - o lugar da mulher nesta relação. Assim, trazendo novamente ao nosso texto a loucura e o feminino, mas desta vez tematizados e pensados pelo prisma dos poemas de Pizarnik que analisamos, tentamos evidenciar, a partir destes, as ambiguidades e os questionamentos que suscitam e são suscitados por esses lugares não-lugares e sua relação com a literatura. Para finalizar nosso percurso de leitura, achamos pertinente trazer ao nosso texto analítico um outro poema, que não está no livro trabalhado: Sala de Psicopatologia, publicado postumamente. Nesse último poema, com suas outras imagens da loucura e do feminino, buscamos um contraponto útil à tentativa de aprofundar nossa reflexão.

Abstract: This undergraduate thesis has as its object of study the book Extracción de la piedra de locura, written by the argentinian writer Alejandra Pizarnik, first published in 1968. The analysis takes as the principal focus the images of madness and the feminine in the book, taking into account the ambiguities that these images arouse. As theoric basis, we take on the books Writing and Madness (Literature/Philosophy/Psychoanalysis), by Shoshana Felman, in which are developed the connections between madness and literature, Ce sexe qui n’en est pas un, by Luce Irigaray, in which are developed analyses of the feminine representations and L’Eau et les Rêves: Essai sur l'imagination de la matière, by Gaston Bachelard, in which are developed his theories about the aquatic imagination. Our path begins with a esthetic analyses of the poems, taking into account dialogs with literary genres and thematics. We indicate a proximity with the romantic, the symbolist and the surrealist imaginaries, relating to the moment of the book’s writing and Pizarnik’s references. Then, we follow to a reading of the melancholic aspect of the book, how it is developed poetically and how it can be understood analytically, taking on the books Mourning and Melancholia, by Sigmund Freud and Black Sun: Depression and Melancholia, by Julia Kristeva. From the melancholic loss, we lead the reflection to the lack, that is present in the analysis of both Felman and Irigaray. The lack, according to the authors, is what marks the discourse of madness and of women. Starting from the book’s poems, we then elaborate a reading hypothesis. In order to sharpen our hypothesis, we bring Gaston Bachelard’s aquatic imagination theory, focusing in his analysis of the myth of Narcissus. Our attempt is to imagine a Narcisses, or how to acknowledge this feminine lyric self between the reflection and the reflex, or outline - maybe presumptuously - the women’s place in this relation. Then, bringing again the madness and the feminine, we point out, from the reading the book’s poems, the ambiguities and questions that arouse from these places not-places and its relations to literature. At last, we thought it would be pertinent to bring other poem, that is not in Extracción de la piedra de locura: Sala de Psicopatologia, which was posthumously published. In this last poem, we search for other images of madness and of the feminine as an useful counterpoint in order to try to deepen the reflexion.
Data de Defesa: 2017
Código: 81222

Dono: admin
Criado: 11-04-2018 10:42
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