Consultar: Faculdade de Educação - FE

Titulo Principal: Aspectos afetivos e de alteridade no processo de alfabetização e letramento
Autor(es):

Sandra Maria da Cunha Araujo Zaneti
Palavras-chave [PT]:
Memórias, Afetividade, Alteridade, Alfabetização, Letramento
Titulação: Especialização em Gestão Educacional
Resumo:
Quando comecei o exercício de reviver minhas memórias não sabia direito aonde iria chegar. Fui analisando os pontos marcantes, olhando-os sob uma nova perspectiva, e acabei percebendo que, desde a minha primeira experiência como educanda até as experiências atuais como educadora, tive um caminho bastante marcado pela afetividade e pela alteridade. Foi dessa percepção que surgiu o recorte desse memorial, foi por esse viés que comecei a analisar o meu caminho, é através dessas concepções que busco, diariamente, aprimorar a minha prática profissional. É quando nos colocamos no lugar do outro que percebemos o que precisa ser mudado, que enxergamos o que faz falta. Foi pela percepção da falta que me dei conta da completude propiciada pelo letramento ao processo de alfabetização. Foi através da afetividade que consegui propor algumas mudanças, criar laços para a construção de uma identidade. Ao reconstruir os meus caminhos, a minha trajetória, procurei olhar para trás buscando entender as ações do presente. Não se trata da mera narração de memórias, mas de uma reflexão viva sobre elas, em um exercício que contempla mais do que o rever; o reviver. Sobre tal exercício abordarei alguns questionamentos, principalmente no que tange ao estranhamento de reconhecermos, em nós mesmos, algo que não é familiar. Passarei então, de fato, a um (re)encontro com as minhas memórias, da alfabetização à experiência como gestora. Dúvidas, medos, erros, acertos e mudanças. Portas que abri e que fechei. Lembranças que voltam como exemplos ou como modelos de como não fazer, concepções que mudam através do olhar presente sobre o passado. Sentimentos camuflados, descobertas. Nessas primeiras memórias, ainda vivas, descobri ter se constituído boa parte do meu caminho. É pensando justamente na constituição de caminhos que começo a falar sobre a alteridade, sobre a importância de nos colocarmos no lugar do outro. Em meu caminho, durante muito tempo marcado pela autoridade, não houve espaço para o crescimento, para a participação. Como formadora, não é o que quero para aqueles que educo. Como gestora, acredito que a alteridade seja um dos principais meios para a consolidação de uma gestão democrática e participativa. Mas só a alteridade não basta, e por isso é preciso falar também em sua relação com a alfabetização e com o letramento. Significado, contexto, entendimento sobre o papel social da escrita: complementando (e não substituindo) a alfabetização, o letramento aparece como condição essencial à formação de indivíduos críticos, conscientes de seu papel, de seus direitos e deveres. Não se trata apenas de uma nova forma de se trabalhar a escrita, mas de uma nova forma de enxergá-la, entendê-la, de, através dela, construir uma identidade e abrir um espaço essencial ao desenvolvimento. E é falando sobre a abertura de espaços que encerro o meu memorial, ao relacionar a alteridade e a afetividade aos caminhos de uma gestão participativa. Falo aqui sobre a importância do saber ouvir, falar, calar. Falo sobre a atitude do gestor enquanto mediador, enquanto facilitador no processo de abertura e democratização da escola. Analisando os meus desafios e conquistas ao longo da experiência como gestora, procuro mostrar por quais caminhos, diariamente, busco desconstruir a imagem da escola como ambiente fechado e distante. Faz-se necessário, primeiramente, colocar-se no lugar do outro, dos pais, alunos, professores, funcionários. Faz-se necessário entender o seu ponto de vista, as suas necessidades. Faz-se necessário ajustar o ambiente escolar a essas necessidades. Faz-se necessário também saber cativar, ponderar, saber a forma correta de atrair as pessoas para um ambiente que é constituído por e para elas, em um processo que deixa um pouco de lado a noção de hierarquização ao preocupar-se em mostrar que cada membro da Comunidade Escolar é igualmente importante para o seu pleno desenvolvimento. O que fiz nesse memorial foi rever o meu papel como gestora e educadora, olhando para o meu passado na tentativa não só de entender e relembrar como cheguei até aqui, mas de encontrar nessa trajetória aspectos que fazem diferença em meu presente, que levam a mudanças, que abrem novas perspectivas para o futuro.
Data de Defesa: 2009
Descrição:
Memorial de Formação apresentado à Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas como exigência para conclusão do Curso de Especialização em Gestão Educacional.
Código: 79617
Informações adicionais:
Memorial de Formação - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação.

Dono: fe_rp
Criado: 07-11-2017 09:56
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