Consultar: Estudos da Linguagem - IEL

Título [PT]: (Re)existência nas ruas: entre punição e caridade
Autor(es): Ana Elisa Volpato Ortolano
Palavras-chave [PT]:

Análise do discurso, População de rua, Exclusão, Resistência
Palavras-chave [EN]:
Discourse analysis, Homeless population, Exclusion, Resistance
Titulação: Bacharelado em Linguística
Banca:
Lauro José Siqueira Baldini [Orientador]
Resumo:
Resumo: Este trabalho se volta para as disputas de sentidos que envolvem a presença/permanência de determinados corpos no espaço público, tecendo um percurso de sentidos entre algo da ordem do institucional que legitima (FEDATTO, 2011) e produz a exclusão e condenação da população de rua e algo do cotidiano dessas pessoas que rompe/não sustenta. Em outras palavras, buscamos entender a (re)produção de/no imaginário da cidade da população de rua como uma população perigosa, vagabunda, drogada e as falhas e resistência a esses sentidos nos enunciados produzidos na Rádio Destilado da Rua a partir de um lugar de enunciação , que está vinculado a um nós-político (CESTARI, 2015) população de rua. Entendemos, assim, a constituição dessa população enquanto um problema urbano por diversos saberes e instituições que nos levou a percorrer diversas instâncias textuais a fim de pensar a política de circulação: trouxemos recortes de falas na rádio Destilado da Rua, músicas tocadas no programa, panfletos da prefeitura, artigos da internet e a lei de vadiagem do Código Penal brasileiro. Tomando esta posição enquanto analista do discurso e movidos pela pergunta – como os sentidos de ‘população de rua’ se constituem na rádio Destilado da Rua? – propomos um gesto de leitura sobre o Destilado da Rua, programa de rádio construído no ponto de Cultura Maluco Beleza, em Campinas, como um movimento de sentidos na história (CHAVES, 2015).O que a singularidade do nosso objeto deu a ver é uma articulação incontornável entre três objetos paradoxais (PECHÊUX, 2011): a loucura, a pobreza e a vadiagem.. Três discursividades com genealogias específicas que se articulam para produzir a posição-sujeito população de rua, enquanto materialidade histórica que dá corpo a política de sentido que divide pela e na forma-cidade as fronteiras entre o público e o privado.

Abstract: This work analyses the dispute of meanings involving the presence/long stay of some bodies in the public space, considering the ideological constitution of the meanings in two orders: something of the institutional order that legitimate (FEDATTO, 2011) and produce the marginalisation and conviction of the homeless population (população de rua) and something of their everyday life that breaks it. In other words, we sought to understand the (re)producition in the city's imaginary of the homeless population as a dangerous, bum, strung-out and the resistance to these meanings textualized in the utterances of the radio Destilado da Rua – the process of construction and legitimation of the social subject – we-political (CESTARI, 2015) “população de rua”. In order to go through such paths of meaning, this work interrogates the sets of relations that define the homeless population as an urban/social question - as a product of the operation of dicursive memory in historical relations - by recovering these sayings in different areas of textualization: songs and speeches of the radio Destilado da rua, laws, academic articles, flyers, etc. As a discourse analyst, moved by the question – how the meanings of “população de rua” are constituted in the radio Destilado da rua? Understanding it as a movement of meanings through history (CHAVES, 2015) – that gave us ways to see the confluence of three diffent discourses - with distinct genealogies (PECHÊUX, 2011) - articulated in the singularity of our object: madness, poverty and vagrancy. The articulation of these discourses produces the subject position população de rua, as history materiality that defines the policy of meanings that divides in the city, the boundaries between public and private.
Data de Defesa: 2017
Código: 79576

Dono: admin
Criado: 23-10-2017 10:15
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