Consultar: Faculdade de Educação - FE

Titulo Principal: Ontologia e educação em Lukács e Freire: libertação e autonomia como insurreição
Autor(es):

Ernesto Jacob Keim
Palavras-chave [PT]:
Educação, Insurreição, Ontologia, Classes sociais, Educação humanística
Titulação: Pós-doutorado
Resumo:
O presente texto é resultado da pesquisa pós-doutoral realizada junto ao Grupo de Pesquisa P AIDEIA do Departamento de Filosofia e História da Educação da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) sob a supervisão do Prof. Dr. Cesar Nunes, segue o caráter de reflexão filosófica, no campo da Filosofia da Educação, historicamente constituído nesse grupo de pesquisa, tendo a linha de Pesquisa "Ética, Política e Educação" como locus, onde se investiga as relações entre Educação, Filosofia e Sociedade, para a determinação de processos geradores de mudanças no contexto civilizatório vigente, com base na ética. Ela se caracterizou como estudo bibliográfico, de cunho filosófico-educativo, que trata da forma como o legado filosófico de Georg Lukács e pedagógico-filosófico de Paulo Freire, se constituem como argumentos que fundamentam a inserção da perspectiva ontológica, na constituição de programa de educação popular, caracterizado como insurrecional, de tal forma que viabilize princípios com base na Ontologia do Ser Social para promover libertação e autonomia e por meio da História e Consciência de Classe, como superação de aspectos geradores de miséria e marginalização no contexto civilizatório referenciado na fechitização e na reificação. A pesquisa buscou principalmente na literatura desses dois autores, subsídios para compreender como a ontologia se manifesta na organização e consolidação da sociedade de classes, considerando que essa divisão se dá, tendo os humanos como meio de sua formulação e existência. O estudo mostra que as obras de Lukács e Freire, com base em princípios de ética e. concepções de poder, constituem argumentos para fundamentar a pesquisa, de como a dinâmica política e ideológica que perpassa a sociedade dividida em classes, interfere e interage na promoção da educação, na medida em que os eventos sociais, têm uma história e não ocorrem de forma natural. Essa proposição se apóia na perspectiva de que a sociedade é constituída por seres humanos, que têm capacidades decisórias em função das forças e poderes que possuem e sofrem. A pesquisa aponta para a possibilidade da educação se caracterizar como insurrecional, na medida em que tenha foco na superação da desumanização e do individualismo. Esses aspectos se referendam no que promove a fechitização dos humanos e a reificação dos objetos, para desencadear mudanças decisivas na estrutura e na organização do que mantém e promove o modelo civilizatório vigente. A pesquisa também buscou meios para caracterizar a educação como geradora de projetos de vida com base na dimensão ontológica com que os humanos organizam e interagem com o meio. Essas proposições se apoiaram na bibliografia pesquisada considerando os seguintes aspectos: dinâmica política e ideológica inerente às classes sociais; libertação e autonomia, como superação da miséria e da marginalização; inserção da ontologia, como referencial de análise do contexto civilizatório vigente e princípios de ética, de poder, de historicização e de sociedade, com base nas proposições de ontologia desses dois autores. Levando em conta o desenvolvimento da pesquisa se estabeleceram aspectos comparativos entre Lukács e Freire no que se refere à ontologia como meio para desencadear educação que se caracterize como insurrecional para superar a marginalização e a miséria.
Data de Defesa: 2010
Descrição:
Relatório final (pós-doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação
Código: 74566

Dono: fe_rp
Criado: 22-09-2017 09:50
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