Consultar: Estudos da Linguagem - IEL

Título [PT]: Gradativos aumentativos derivacionais: um estudo de sua aquisição e uso na fala coloquial de adultos
Autor(es): Camila Pretti Silva Freire
Palavras-chave [PT]:

Aquisição da linguagem , Gradação , Aumentativo sintético , Sufixos , Gramática gerativa
Palavras-chave [EN]:
Language acquisition , Gradation , Synthetic augmentative , Suffix , Generative grammar
Titulação: Licenciada em Letras - Português
Banca:
Ruth Elisabeth Vasconcellos Lopes [Orientador]
Resumo:
Resumo: Este trabalho faz um estudo do uso da gradação aumentativa na fala de crianças, em fase de aquisição da linguagem, e na fala coloquial de adultos. Através da gradação exprimese o aumento ou a diminuição de um ser ou maior ou menor intensidade de uma qualidade. Em geral, a gradação aumentativa é feita através de dois processos, um denominado analítico e o outro sintético. O aumentativo formado através de um processo analítico depende de uma adjetivação, em que o substantivo ganhará um adjetivo como “grande”, por exemplo. O aumentativo sintético, por sua vez, é formado através de um processo de sufixação, em que um sufixo como “–ão” se adere a “amigo”, por exemplo, formando o aumentativo “amigão”. Considerando a perspectiva gerativa de aquisição da linguagem, o objetivo central é saber a partir de que idade a criança adquire a competência para o aumentativo sintético e quais sufixos serão utilizados por ela para fazer a sufixação. Do ponto de vista da fala coloquial adulta o objetivo era perceber quais sufixos ainda são utilizados hoje em dia pelo falante, com base nos trabalhos de Rosa (1982) e Santos (2002). O corpus desta pesquisa foi montado a partir da metodologia de tarefas de produção e imitação eliciada para obter dados de fala mais precisos. Foram testados 23 falantes na faixa etária de 3 a 7 anos e 15 falantes entre 9 e 29 anos. Com as crianças, utilizamos testes em forma de slides, com imagens de seres e objetos, em que a criança era induzida a nomear as imagens dando a elas características aumentativas, já os distratores traziam palavras no singular, no plural e diminutivo. Para as crianças já alfabetizadas, a partir dos nove anos, e para os adultos, o experimento apresentado consistiu em uma lista de sentenças que deveriam ser completadas com aumentativos ou com distratores (plural, coletivos, superlativos) a depender do contexto. Todas as testagens foram feitas de forma oral e seu áudio foi gravado. Em geral, percebemos que as crianças adquirem a competência para os aumentativos sintéticos pelo menos até os sete anos de idade, e essa competência é baseada, sobretudo, nos sufixos “–ão” e “–ona”, variando principalmente de acordo com o gênero da palavra base. Com os adultos obtivemos resultados bastante parecidos, com uma frequência relevante do sufixo “–aço”, também, e pouquíssimos casos de aumentativos que aparecem nas listas escolares com base nas gramáticas tradicionais.

Abstract: This work studies the use of augmentative gradation in the colloquial speech of adults and children acquiring Brazilian Portuguese. Gradation expresses the increase or decrease of a substance or being, or the intensity of a quality. In general, the augmentative gradation is crosslinguitically expressed in two different ways: either as an analytical or a synthetic form. The analytical expression of the augmentative degree is formed with the use of an adjective such as “big” together with the noun. The synthetic augmentative, in turn, is formed by a suffixation process, in which a suffix like “–ão”1 adheres to “amigo”2, for example, forming the augmentative “amigão”3. Considering the generative perspective for language acquisition, the central goal of this paper is to find at what age children acquire the competence for synthetic augmentative degree and which suffixes are used. From the point of view of the adult colloquial speech, the objective is to identify which suffixes are still used today by the speakers, based on the work of Rosa (1982) and Santos (2002). Our work uses experimental data, mainly an elicited production task. Twenty-three three to seven year-old children and fifteen nine to twenty-nine year-old speakers were tested. In general, it appears that children acquire the competence to use synthetic augmentatives at the age of seven at the latest, and that competence is based mainly on the suffixes "–ão" and "–ona", mostly varying according to the gender of the base word. In terms of the adult group, the results were very similar, with a significant frequency of the use of the suffix "–aço" as well, and very few cases of augmentatives that appear in school lists based on traditional grammars.
Data de Defesa: 2015
Código: 74308

Dono: admin
Criado: 24-05-2017 17:13
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