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Título [PT]: O orador inovado: o Ethos do Homo Novvs no Brvtvs de Cícero
Autor(es): Mariana Pini-Fernandes
Palavras-chave [PT]:

Cícero, Brutus, Retórica, Ethos, Homo nouus
Palavras-chave [EN]:
Cicero, Brutus, Rhetoric, Ethos, Homo nouus
Titulação: Licenciada em Letras - Português
Banca:
Marcos Aurelio Pereira [Orientador]
Resumo:
Resumo: Esta monografia é dedicada ao exame da última parte do diálogo Brutus, de Marco Túlio Cícero. Trata-se de observar as articulações estabelecidas pelo retórico e filósofo latino em sua apresentação da síntese da história da arte ou técnica oratória. Está em questão, sobretudo, estudar sua tentativa de se inscrever como um dos pilares (o mais eminente deles) do percurso da cultura romana. Pensar a questão do homo nouus é, para nós, fundamental para observar as estratégias finais do diálogo, uma vez que Cícero converte seu próprio nascimento, isento de “fidalguia”, em vantagem para sua autoconstrução ética durante toda a trajetória de sua carreira. Para o orador, situar-se nessa obra como foz da eloquência (trecho mais caudaloso e conclusivo de seu curso histórico) significa, no contexto da ditadura de Júlio César, interpretar sua própria atividade em Roma como auge e fim de sua cultura. Sustentamos que na inovação da perspectiva de Brutus jaz o tratamento evolutivo de uma ars ou tekhne. Essa elaboração serviu de base às subseqüentes histórias de diferentes artes, pois a periodização depende de um olhar que valorize numa prática específica o seu desenrolar de “novidades gradativas”. Sua organização da linha evolutiva, como argumentaremos, baseia-se duplamente na noção de nouitas: enquanto abordagem inédita da progressão do desenvolvimento da retórica e como afirmação de seu autor no estatuto de “homem novo”. Nosso estudo da última parte da obra será oportunidade, deste modo, para analisar de que forma foi possível que esse “homem novo”, feito mais de talento e oratória que de ascendência natural, sustentasse, nos últimos anos da República Romana, sua posição de herdeiro legítimo e último da mais alta tradição oratória.

Abstract: This study aims to examine the last part of the dialogue Brutus, by Marco Tulio Cicero. We observe the articulations by this Latin rhetorician and philosopher in his presentation of a synthesis of a history of oratorical art or technique. It is our interest, above all, to study his attempt to inscribe himself as one of the pillars (the most important among them) of the Roman culture. To think the question of the homo nouus is fundamental, in order to observe the ending strategies of the dialogue, since Cicero converts his own birth, exempt of nobility, to an advantage in his ethic self-construction throughout his career. To the orator, to put himself in the work as the river mouth of eloquence means, during Caesar's dictatorship, to understand his own activity in Rome as the apex and conclusion of his culture. We sustain that innovation, in Brutus's perspective, is in its evolutionary treatment of an ars or tekhne. This elaboration gave basis to subsequent histories of other arts, for periodization depends on a kind of look that recognizes, in a specific practice, a development of "gradual novelties". The organization of the evolutionary line, as we sustain, is based doubly in nouitas: as a new approach of progression in rhetoric's development and as affirmation of the author in a status of "new man". Our study of the ending part of the work will give opportunity to an analysis in relation to how was it possible that this "new man", made rather of talent than of natural ascendency, could sustain, in Republic's last years, his position as the ultimate heir to the highest oratorical tradition.
Data de Defesa: 2011
Código: 53339

Dono: admin
Criado: 07-01-2013 11:39
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