Consultar: Faculdade de Educação - FE

Titulo Principal: No olhar de uma professora: entendendo a sexualidade no universo infantil
Autor(es):

Simone Lima Benedito
Palavras-chave [PT]:
Trabalho de conclusão de curso, Memorial, Experiência de vida, Prática docente, Formação de professores.
Área de concentração: Programa Especial de Formação de Professores em Exercício
Titulação: Licenciatura em Pedagogia
Resumo:
A proposta deste Memorial é falar um pouquinho da minha história de vida e minha trajetória como professora, antes e após minha vida acadêmica. Entre diversos temas que gostaria de ter abordado, escolhi o que achava mais pertinente na minha prática em sala de aula, e um dos mais polêmicos, sendo assim pouco discutido, tanto na sociedade, quanto na escola. Quando me perguntavam sobre o eixo norteador do meu Memorial, percebi que realmente era um tema bastante desafiador, pois varias pessoas me diziam ser um tema difícil de tratar. Realmente, falar da sexualidade infantil, envolvendo crianças da faixa etária entre 0 a 6 anos, não foi uma tarefa fácil, mas tenho que confessar que foi satisfatória e prazerosa para mim considerando que no inicio achava um bicho-de-sete cabeças trabalhar com a sexualidade nessa faixa etária. Hoje vejo que posso e é preciso unir teoria e pratica aos conteúdos da vida. Aprendi que as crianças são sábias e capazes de entender o assunto, se este for tratado com naturalidade. No 2º capitulo, estarei falando da minha trajetória de vida, e minha vida profissional antes, e após minha entrada na faculdade, adiantarei falando de quando comecei a lecionar na educação infantil, no ano de 2001, que apesar de já me considerar uma professora, ainda me faltava conhecimento para que pudesse tratar de assuntos tão delicados com crianças tão pequenas, como este assunto: sexualidade infantil. Confesso que pela falta desse conhecimento, hoje obtido na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, várias oportunidades com as crianças á respeito desse assunto deixei escapar. No 3º capitulo, falarei da visão do corpo, analisando a sexualidade em suas épocas e ideologias e estendendo-se para a sexualidade no universo infantil. Temos que confessar que não fomos instruídos a lidar com a sexualidade. Somos da época em que as crianças acreditavam que os bebês eram trazidos pelas cegonhas ou, compradas nos hospitais, apesar da temática da Sexualidade hoje estar presente nos meios de comunicação, nas discussões sociais, nas músicas, nos filmes ainda encerra elementos autoritários e estereotipados, revela concepções errôneas, permeando assim, a educação das crianças, pais e educadores. Sendo assim, através deste Memorial, procurarei enfocar alguns pontos importantes, baseando-me em minha prática na sala de aula relacionando ao conhecimento que obtive na Faculdade. No 4º capitulo, estarei falando a respeito das questões de gênero, considerando que o “ser menina” ou “ser menino”, e transmitido às crianças desde o nascimento através da educação formal, estabelecendo as características de categoria e características do qual deverão estes pertencer, criando assim, estereotipia de gêneros. Antigamente, a trajetória feminina era atribuída o papel de filha, de dona de casa, mãe e esposa submissa, sem direito a vez nem a voz e também sem espaço para a realização profissional. A elas, cabia o papel de cozinhar, de lavar de passar e tudo isso fazia parte da educação, não como uma experiência que trazia satisfação ou realização, mas como uma atitude de servir. A mensagem era preservar tudo sempre igual, servir, amar incondicionalmente, estudar em Curso Normal, Secretariado, Enfermagem, Economia domestica. Já a trajetória masculina, pressupunha para os meninos, autoridade sobre a mulher, profissões criativas, mas destes eram tirados a possibilidade de expressar suas emoções como chorar, e sentir. Iam-se assim, criando modelos de conduta, guiando o comportamento de homens e mulheres, meninos e meninas, transmitidos de geração em geração e esses modelos hoje estão expressos em atitudes, nem sempre verbalmente, mas via de regra, compartilhada no nosso dia-a-dia. Enfocarei também o bombardeio de informações erotizadas que todos os dias são despejados nas crianças, pelos meios de comunicação. São programas de televisão pobres e improdutivos, novelas que possuem o poder de manipular e induzir as crianças ao modismo, sexualidade precoce e futuramente até a prostituição, onde tudo e visto como algo normal. As músicas cada vez mais ousadas, e acompanhadas com ritmos explicitam o ato sexual em si, e isso é reproduzido pelas crianças. Muitos pais nem se quer se incomodam e até se divertem e induz, achando que a atitude o filho não passa de uma gracinha. Devemos encarar as curiosidades e a sexualidade infantil como algo normal e natural dos seres humanos. Considerando que podemos classificar a curiosidade da criança e, devemos ter claro que a criança que tem idade para perguntar, tem idade para ouvir. As respostas sempre têm que estar de acordo com a curiosidade da criança, sem fantasiar, omitir ou responder além do que foi perguntado. Em relação a alguns comportamentos presenciados no cotidiano com as crianças pequenas, podemos observar comportamentos sexuais como beijos na boca, exploração do corpo, jogos sexuais. Os pais e educadores devem demonstrar que entendem a curiosidade infantil e precisam analisar melhores as atitudes, pois não devemos deixar de lado um problema que freqüentemente tomamos conhecimento: o abuso sexual infantil. No 5º capitulo, tratarei de um assunto delicado, a homossexualidade. Quando se coloca que fulano é homossexual supõe que o mundo se divide em “homossexuais” e “heterossexuais” e, talvez “bissexuais”, pressuposto é que homossexualidade e uma condição e que os “homossexuais” são pessoas com traços de personalidade determinados que se tornam assim “diferentes dos heterossexuais”. E intrigante vermos adultos afirmando opção sexual ou conduta futura de crianças, afirmando que será gay, ou lésbica, riando uma identidade, um estado, um distúrbio, uma doença. Devemos tomar cuidados, ao reforçar que uma opção sexual e melhor ou mais certa que a outra. No 6º capitulo, falarei da maneira de como trabalhar a sexualidade com as crianças. É necessário e urgente que comecemos a nos preocupar com a sexualidade infantil, a fim de buscarmos mais conhecimento para melhor saber lidar com ela. E necessário ainda muito apoio, pesquisas, debates de discussões voltadas a essa questão, pois somente assim, as crianças poderão viver sua vida adulta sem culpa ou inibições e acima de tudo, estaremos formando cidadãos consciente, unido ao afeto, respeito por si próprio e pelo outro, prazer e responsabilidade.
Descrição:
Memorial apresentado ao Curso de Pedagogia – Programa Especial de
Formação de Professores em Exercício nos Municípios da Região Metropolitana de Campinas, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, como um dos pré-requisitos para conclusão da Licenciatura em Pedagogia.
Código: 41261
Informações adicionais:
Formandos 2008 - Turma F
CDD - 370.92

Dono: admin
Criado: 01-09-2010 14:50
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