Consultar: Faculdade de Educação - FE

Titulo Principal: Agressividade na sala de aula
Autor(es):

Janilce Correa de Oliveira
Palavras-chave [PT]:
Trabalho de conclusão de curso, Memorial, Experiência de vida, Prática docente, Formação de professores.
Área de concentração: Programa Especial de Formação de Professores em Exercício
Titulação: Licenciatura em Pedagogia
Resumo:
Sou professora do Ensino Fundamental de primeira à quarta série, numa escola de tempo integral, o CIEP Professor Milton Santos na Praia Azul, em Americana. Não é fácil passar o dia inteiro dentro de uma escola; os problemas surgem e o comportamento agressivo é o que mais provoca desarmonia. Não tenho a minha classe, pois sou P.A. (professora auxiliar ), substituo em todas as séries e em todas as disciplinas e como estou há cinco anos nessa escola e moro no mesmo bairro, todos os alunos me conhecem. Mas isso não impede que dentro da sala de aula, sabendo que estou substituindo, eles me desafiem, causando todo tipo de problemas e às vezes brigas. Nesses cinco anos, fui conquistando aos poucos, o carinho deles e com isso os problemas diminuíram. Eles sabem o quanto gosto de estar no meio deles e a convivência é gostosa. O CIEP (Centro Integrado de Educação Pública) tem muitas aulas diversificadas: Educação Física, Arte e Educação, Modelagem, Inglês, Laboratório, e isso ajuda a diminuir o cansaço das aulas de núcleo comum (aulas da professora da sala), mas na hora que eles resolvem brigar e partem pra cima um do outro com tanta agressividade, confesso que fico, às vezes, sem ação. Não sei como agir para convencê-los a não se agredirem. Claro que não permito que se ataquem na minha frente, mas às vezes me surpreendo com a carga de violência que observo neles. Encontrei em Vinha (2000), uma série de respostas e orientações para minhas questões sobre a agressividade. A partir da terceira parte do livro, em que a autora fala dos procedimentos da educação moral: os conflitos entre as crianças e as sanções, as brigas e a agressividade da criança, pretendo desenvolver esse tema, tentando encontrar soluções, pra mim mesma, de como lidar com essas situações . A autora baseia seu estudo no construtivismo de Piaget e na observação que ela fez durante o ano de 1994 com professores pré-escolares. Em vários outros autores que pesquisei e em textos, que citarei no decorrer do trabalho, também encontrei sugestões que podem amenizar os problemas decorrentes da agressividade. Falo em relação ao Ensino Fundamental, não que a agressividade não ocorra também de 0 a 6 anos, mas porque sempre trabalhei com crianças do Fundamental. Não tenho a experiência do trabalho com crianças menores. Quero aprender como lidar com essa questão tão delicada que envolve os relacionamentos e também a afetividade. Lembro-me que, na minha infância, no meu tempo de estudante, as coisas eram bem diferentes; não íamos à escola para brigar. Havia o respeito pela professora, acima de tudo, e o pouco tempo que tínhamos, fora da sala de aula, era bem aproveitado nas brincadeiras. Sabíamos que qualquer briga era motivo pra se chamar os pais e aí... seria pior pra nós. Minha infância foi cercada de livros, com muito poucas amizades e, por conseguinte, poucas brigas. Em casa era só eu e meu irmão e, tirando as implicâncias próprias de irmãos, nunca brigávamos; por isso, sempre foi difícil para eu entender o porquê da agressividade, ainda mais entre crianças. Meu objetivo, nesse trabalho, é refletir um pouco sobre o tema da agressividade na sala de aula, para aprender a lidar com as situações que surgem no dia-a-dia e que muitas vezes me deixam perplexa, sem saber como agir. Na minha experiência profissional, já lidei com todo tipo de situação e, é claro que fui aprendendo muito com isso. Percebi a importância de “conquistar” o aluno, mas há muito mais a aprender, e pra entender realmente esse aluno é preciso mais do que empatia. Mas até que ponto é válido se “envolver” com os problemas deles? Deve haver outras formas de entendimento, deve haver soluções profissionais e é isso que eu pretendo descobrir ao longo deste trabalho. Nesses tempos de inclusão nós, professoras, nos perguntamos sobre o que é aceitável para a escola em termos de alterações na conduta, especialmente em relação à agressividade. Não haverá aí um desejo secreto de excluir alunos considerados não socializáveis, transferindo-os para outras instâncias de atendimento, quando o objetivo da escola atualmente é a inclusão social através da escolarização? Paira uma interrogação sobre o que é normal e o que é patológico em matéria de comportamento. Talvez a agressividade e destrutividade dos alunos seja um teste à nossa capacidade de contê-los, acolhendo-os, dando-lhes a chance de manifestar-se em segurança. A escola pode ser para alguns alunos “a última esperança de ser aceito em sociedade”. (SUKIENNIK. 1996. p. 271). Na escola se aprende novas formas de sociabilidade, limites, respeito às regras e a própria construção do conhecimento, que só é viável se o trabalho em sala de aula tiver uma organização coletiva e compartilhada, e que o professor seja o modelo. Essa é a minha busca, descobrir a forma melhor (porque sei que a “certa” não existe), de lidar com a agressividade e a violência cada vez mais gritante em todos os ambientes, do qual nem a escola escapa.
Descrição:
Memorial apresentado ao Curso de Pedagogia – Programa Especial de
Formação de Professores em Exercício nos Municípios da Região Metropolitana de Campinas, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, como um dos pré-requisitos para conclusão da Licenciatura em Pedagogia.
Código: 41184
Informações adicionais:
Formandos 2008 - Turma H
CDD - 370.92

Dono: admin
Criado: 01-09-2010 11:55
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