Consultar: Faculdade de Educação - FE

Titulo Principal: Escola como espaço de aprendizado e transformação
Autor(es):

Maria Eugênia de Azevedo Centini Verrengia
Palavras-chave [PT]:
Trabalho de conclusão de curso, Memorial, Experiência de vida, Prática docente, Formação de professores.
Área de concentração: Programa Especial de Formação de Professores em Exercício
Titulação: Licenciatura em Pedagogia
Resumo:
"Quando abro cada manhã a janela do meu quarto, é como se abrisse o mesmo livro numa página nova" - Mário Quintana. Foi deste modo, expresso no pensamento de Quintana, que me senti ao escrever este memorial. Inicialmente, um turbilhão de idéias tentou me confundir. Havia refletido a respeito de vários conceitos novos e desejava inseri-los, porém perderia, certamente, o “fio da meada”. Resolvi então, “abrir a janela da minha alma” e deixar fluir o que de mais significativo desejava exteriorizar, dando início a um novo capítulo de minha vida profissional. Sim, novo, pois o velho, quando é reescrito, se transforma numa nova história. Assim veio à tona uma marcante experiência como Professora de Ensino Fundamental a classe multisseriada que assumi em 2004, cujos alunos eram “frutos” comprovados da exclusão social, que ocorre dentro e fora da escola. Desejei ardentemente fazer algo por elas e provar que poderia desaperta-las para suas reais possibilidades. Aquele ano foi repleto de construções e desconstruções, geradoras de um imenso aprendizado para todos nós. Mediante tal experiência desenvolvi o tema: “A escola como espaço de aprendizado e transformação”, o qual foi fundamentado através de três eixos norteadores: afetividade, aprendizagem significativa e autonomia; buscando trazer ao leitor relações a respeito de ações, muitas vezes infundadas e comprometedoras, que a experiência e a falta de embasamento teórico nos leva a cometer. Sendo que em alguns casos o processo pode ser irreversível. Dando um mergulho ao início do pensamento ocidental de Educação emergi com esta magnífica frase, proferida por Sócrates, no dia de seu julgamento: “não é isto a verdadeira e condenável ignorância: crei que se sabe o que não se sabe?” (ARANHA e MARTINS, 1993, p. 395). O conhecimento é infindável e quanto mais o conciliamos, mais claramente descobrimos o quanto o ignoramos. Portanto, deixo neste memorial pequenas reflexões que me mostram as magnitudes da minha profissão e a insignificância do meu conhecimento diante do todo a ser descoberto. Levar tal constatação a nossos alunos, talvez seja a mais eficaz da liberdade: O conhecimento como princípio da transformação. Construir um memorial, para mim, representa um ato de coragem, reflexão e crescimento profissional. A coragem aparece nos momentos em que exponho o aprendizado construído no decorrer deste tempo e busco comprovar, através da minha prática as conquistas alcançadas. Já a reflexão me remete ao que fiz com esse aprendizado, o que deixei para trás e, finalmente, ambos me permitem um caminhar, em que a construção e a desconstrução do conhecimento adquirido e experienciado, funcionam como uma bússola norteadora. Iniciei minha trajetória, na educação já madura, portanto foi uma escolha direcionada e intencional. Direcionada porque pensei em mergulhar num mundo ainda desconhecido experimentalmente, e intencional, porque me predispus a fazer algo realmente útil, além de ouvir, ler e participar de discursos evasivos e apenas teóricos. No entanto, constatei que o que havia lido outrora não condizia com a realidade que meus olhos viam, nem tampouco as ações prometidas e divulgadas eram realizadas. É, uma pena que muitos profissionais da Educação não são preparados para o mundo real que deverão enfrentar para que deste modo, possam produzir significativas mudanças. Tais questões me levaram a prestar um concurso público, o qual me permitiu atuar como professora de Ensino Fundamental. Pois bem, relato em meu memorial esta trajetória, impregnada de aprendizado, conquistas e mais especificamente o meu desafio com uma classe multi-seriada, composta por crianças de diferentes faixas etárias e com sérios problemas de aprendizagem. Escolhi como tema central, o título; “A escola como espaço de aprendizado e transformação” sobre três eixos norteadores; Afetividade, Aprendizagem significativa e Autonomia, a fim de fundamentar teoricamente através deste tema, a minha crença de que contrapondo o diagnóstico levantado, essas crianças não possuíam déficit cognitivo e sim foram excluídas do processo como comumente acontece nas escolas públicas. O curso de pedagogia, também foi responsável pelo embasamento teórico que tantas vezes interferiu positivamente na minha prática e por já estar vivenciando tal realidade, me permitiu fazer recortes entre a prática vivida e a ideologia embutida para que pudesse, enfim, realizar um trabalho qualitativo a fim de construirmos conhecimento e conseqüentemente maturidade democrática. Então, proponho aos meus digníssimos leitores que, como eu, “mergulhem” nessa retrospectiva histórica de vida comigo; deliciem-se e, caso haja oportunidade e contexto, retirem dela várias significações para suas posteriores formações (vale lembrar que tal sugestão não tem implícita ou explícita quaisquer pretensões...é só uma sugestão, afinal, estamos em constante processo de aprendizagem). Portanto, sejam bem-vindos (as) à minha história, a toda a trajetória de minha formação e posterior prática.
Data de Defesa: 2005
Descrição:
Memorial apresentado ao Curso de Pedagogia – Programa Especial de
Formação de Professores em Exercício nos Municípios da Região Metropolitana de Campinas, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, como um dos pré-requisitos para conclusão da Licenciatura em Pedagogia.
Código: 20806
Informações adicionais:
Formandos 2005 - Turma G
CDD - 370.92

Dono: admin
Criado: 26-04-2007 13:53
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