Consultar: Faculdade de Educação - FE

Título [PT]: História e conflitos
Autor(es): Maria de Lourdes Stoco Puerta de Oliveira
Palavras-chave [PT]:

Trabalho de conclusão de curso, Memorial, Experiência de vida, Prática docente, Formação de professores.
Área de concentração: Programa Especial de Formação de Professores em Exercício
Titulação: Licenciatura em Pedagogia
Resumo:
Ao longo dos meus 16 anos de trabalho dedicados à Educação de alunos de primeira à quarta séries do Ensino Fundamental, tenho procurado manter uma coerência entre o que falo, o que faço e o que escrevo. Sinto que não devo ficar parada, que devo ir além do que faço, buscando mais conhecimento para minha formação. Assim, meu interesse pelo tema “sexualidade”, surgiu, porque estando diretamente envolvida com o processo educacional, observei em meus alunos, as dúvidas, as informações errôneas, a falta de conhecimento, que traziam sobre o assunto. Pelo fato de não me sentir capacitada e não ter conhecimento na prática da abordagem em sala de aula, eu, deixava de fazê-lo. Sabendo da necessidade do aluno de compreender o seu desenvolvimento e sua identidade sexual por meio de informações corretas e visto que sempre há limitações quanto à abordagem da sexualidade, questionei-me sobre o quanto seria capaz de responder a essa demanda relacionada à sexualidade.Para ROUSSEAU (1992): “até a adolescência as crianças dos dois sexos, nada têm de aparente que distinga; mesmo rosto, mesmo aspecto, mesma cor, mesma voz. Tudo é igual, ambos são crianças”.(p.271) . Como educadora senti em minha prática a dificuldade na abordagem do tema “sexualidade”. Não me sentia capacitada para essa abordagem, ninguém me preparou para tal, sendo que nos currículos escolares dos cursos que freqüentei, pouco foi o enfoque dado à dita “sexualidade”. Acreditando, no entanto, que como educadora é necessário ter conhecimento para desenvolver atividades cotidianas sobre sexualidade, conto das muitas vezes que acabei protelando a prática e as ações relacionadas a esse trabalho, devido a essa falta de conhecimento. Tempos atrás não pensava que a criança se interessava pelo assunto enquanto pequena, e eu tinha um medo enorme de responder perguntas sobre sexualidade. Também, muitos pais de alunos temiam que a educação sexual incentivasse um envolvimento sexual precoce, sendo um tabu para eles. Depois de contar sobre a minha infância dentro e fora de sala de aula, descreverei a trajetória como professora, citarei as formas que encontrei para abordar esse tema com meus alunos, buscando atividades significativas e contextualizadas para trabalhar as questões acerca do tema. Contarei sobre fatos ocorridos entre os alunos em sala de aula, relacionados à sexualidade, como se comportam e relacionam de forma a buscar reconhecer-se e serem reconhecidos a partir de uma posição sexuada. Abordarei as falas, as amizades, os jogos de sedução, os toques e os artifícios usados para chamar a atenção para a sexualidade, em forma de brincadeiras e piadas. Os estudos de Freud, mostram que a criança é um ser sexuado desde o nascimento. Só que carregamos uma tradição “repressora” da sexualidade, a qual encara o sexo como pecado. Contarei como as aulas do Proesf da Faculdade de educação da UNICAMP, contribuíram para mudar minha visão, meu conceito e minha prática sobre a sexualidade. Citarei como a mídia influência nossos alunos fazendo, muitas vezes, sentiremse incluídos ou excluídos, aceitos ou rejeitados dentro dessa cultura que dita a moda através dela. Relatarei através deste trabalho como percebi em minha profissão de educadora que não podia silenciar e omitir, em relação ao enfrentamento das questões sexuais que convivia na escola, procurando não transformar a naturalidade que é ser sexuado em um enorme “problema”. Sendo que, se omitir esse conteúdo, o mesmo virá de outras formas; principalmente pela mídia, que erotiza em muitos momentos sem contrapor a construção pessoal de cada indivíduo, sem fortalecer a relação de auto-estima que é necessária a todos os seres humanos na construção da própria sexualidade. A idéia de FOUCAULT é a necessidade de estarmos atentos quando profissionalmente induzimos, desviamos, tornamos mais fácil ou mais difícil, produzimos, ampliamos ou limitamos o tema sexualidade. Ao realizar meu trabalho em sala de aula, sempre procurei atividades que inovasse as práticas de ensino-aprendizagem das formas tradicionais. Cabe ressaltar que depois de freqüentar o Proesf, passei a realizar com meus alunos as experiências e atividades vivenciadas no curso. Citarei as atividades trabalhadas envolvendo a “sexualidade”, que motivaram a participação de todos os alunos e o desenvolvimento de habilidades críticas a respeito desse assunto. Contarei sobre as experiências, conhecimentos, dúvidas, ansiedades, conflitos e alegrias que passei nessa profissão de Educadora ao abordar esse tema, e esperando deste modo contribuir com minhas colegas de profissão, que têm passado pelas mesmas dificuldades pelas quais passei antes de cursar na Unicamp o Proesf (Programa Especial de formação de Professores em Exercício).
Data de Defesa: 2005
Descrição:
Memorial apresentado ao Curso de Pedagogia – Programa Especial de
Formação de Professores em Exercício nos Municípios da Região Metropolitana de Campinas, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, como um dos pré-requisitos para conclusão da Licenciatura em Pedagogia.
Código: 20718
Informações adicionais:
Formandos 2005 - Turma E
CDD - 370.92

Dono: admin
Criado: 25-04-2007 13:51
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