Consultar: Estudos da Linguagem - IEL

Título [PT]: Representações de escrit(ur)a: uma análise disursivo-desconstrutiva
Autor(es): Louise Hélène Pavan
Palavras-chave [PT]:

Representações, Escrit(ur)a, Escrit(ur)a de si, Perspectiva discursivo-desconstrutiva
Palavras-chave [EN]:
Representations, Writing, Self-writing, Discursive-deconstructive perspective
Titulação: Licenciada em Letras - Português
Banca:
Maria José Rodrigues Faria Coracini [Orientador]
Resumo:
Resumo: Nesta pesquisa, propusemo-nos a estudar as representações de escrit(ur)a e de escrit(ur)a de si que emergem na materialidade linguística em textos de duas mulheres que exerceram o ofício de escritoras e se dedicaram à reflexão dos significados da escrita. Possuímos o intuito de refletir sobre os sentidos atrelados ao ato de escrever e a seu papel fundamental de transformação do homem, uma vez que a escrita, além de ser uma forma de nos conhecermos melhor, também é uma maneira de nos inscrevermos no outro, que nos constitui. Para a composição do corpus, selecionamos trechos do livro meus desacontecimentos – a história da minha vida com as palavras, de Eliane Brum, e excertos de Escrever, texto de autoria de Marguerite Duras. O corpus foi analisado a partir da perspectiva teórica discursivo-desconstrutiva, cunhada por Coracini (2003, entre outros), com base na psicanálise freudo-lacaniana, na desconstrução derrideana e na perspectiva foucaultiana de discurso. Por meio da análise da materialidade linguística dos dizeres, vimos que, na e pela escrit(ur)a, as autoras se dizem, se constroem, adquirem um corpo, mas também é na própria escrit(ur)a que esse corpo morre, que ocorre o não controle dos efeitos de sentido de seus dizeres e a (im)possibilidade de alcançar os objetivos conscientemente planejados. Por fim, percebemos, nesta pesquisa, que processos subjetivos emergem na escrit(ur)a como contradições inerentes às escritoras que, tentam, paradoxalmente, por meio da linguagem – que é equívoca, porosa, falha –, controlar os efeitos de sentidos de seus dizeres. Abstract:This research aims to analyze the representations of writing and self-writing which emerge from linguistic materiality in texts from two female writers who focused their works on revealing the meanings of writing itself. We intend to reflect on inherent meanings in the act of writing and its fundamental role of transforming men, since writing is not only a way to know ourselves better but also a way to inscribe ourselves in each other. In order to compose this study, excerpts from the books meus desacontecimentos – a história da minha vida com as palavras – written by Eliane Brum – and Escrever – by Marguerite Duras – were selected. This research is inserted in the discursive-deconstructive perspective, coined by Coracini (2003, among others), which bases itself on the psychoanalysis studies (Freud and Lacan), on Derrida’s deconstruction and on studies of discourse, according to the foucaultian line of thought. Through the analysis of the linguistic materiality contained in these writings, we realized that through and by writing the authors speak themselves, build themselves and acquire bodies; yet writing is also what kills theses bodies, where occurs a lack of control for the meaning effects of the writings and also the (im)possibility of reaching consciously planned objectives. Last, we concluded that, in this research, subjective processes emerge from writing as inherent contradictions in the authors, who paradoxically attempt to control their writings through the use of language – which is equivocal, flawed and porous.
Data de Defesa: 2018
Código: 108363

Dono: admin
Criado: 29-03-2019 09:16
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