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Título [Principal]: Ao amigo Franckie, do seu Lobato : estudo da correspondencia entre Monteiro Lobato e Charles Franckie (1934-37) e sua presença em O Escandalo do Petroleo (1936) e O Poço do Visconde (1937)
Título [Outro Idioma]: To my friend Frankie, from your Lobato
Autor(es): Katia Chiaradia
Palavras-chave [PT]:

Petróleo
Palavras-chave [EN]:
Standard oil ,
Área de concentração: Literatura Brasileira
Titulação: Mestre em Teoria e Historia Literaria
Banca:
Marisa Philbert Lajolo [Orientador]
Marcos Antonio de Moraes
Tania Regina de Luca
Resumo:
Resumo: Durante o período de 1934 a 1937, estreitaram-se as relações entre Monteiro Lobato e o suíço Karl Werner Franke, engenheiro do petróleo que, imigrado em junho de 1920, passa a chamar-se Charles Frankie. Lobato e Frankie trocaram nesse período de três anos mais de cem missivas1 além de alguns documentos técnicos relacionados à exploração do petróleo brasileiro. Nessas cartas, Lobato, além de se familiarizar com alguns termos técnicosgeológicos da exploração petrolífera, faz críticas contundentes ao Código de Minas de 1934 e ao "atraso brasileiro" e protagoniza a história das primeiras companhias petrolíferas do Brasil. Em outros momentos da correspondência, entram em discussão questões acerca da parceria na tradução e prefaciação de A luta pelo Petróleo, de Essad Bey, Lobato e Franckie discutem literatura e seus aspectos, como os requisitos para uma boa tradução, ou os critérios para um livro bem editado e bem distribuído. Os exemplares d'A luta são tidos, por ambos, como propulsores de uma nova Era para as pesquisas petrolíferas. Acabei A Luta do Petróleo. O editor daqui pagará 500 marcos ao editor alemão, de direitos, e nós daremos nosso trabalho de tradução de graça em troca de 1000 exemplares para distribuirmos pelo congresso federal e estadual e mais gente do governo que não tem a menor idéia do que seja o petróleo. Vou agora fazer o meu prefácio. Você fará o seu - e num apêndice porei no fim a Lei de Minas, precedida duma introdução maquiavélica em que se foi a Standart que mandou fazer aquela lei cheia de embaraços, para que ela pudesse sossegadamente ir adaptando as terras petrolíferas até o dia em que entenda-se em explorar petróleo.2 Aí então cairá a Lei de Minas atual, que se terá aproveitado a ela, e virá uma nova que a favoreça. ... O livro é que vai abrir os olhos dessa gente, mostrando a significação do petróleo. Ninguém sabe. Este país é uma burrada imensa...(...) Fundação de companhias, críticas a uma legislação falha e a busca de uma que privilegie os interesses nacionais da exploração do petróleo, relações cotidianas de perfuração, implicações políticas de um livro: é disso basicamente que se ocupam tais cartas, representativas dessa parceria "político-ideológicoliterária". A dissertação em questão estuda o cruzamento dessa correspondência entre Lobato e Frankie com a ficção O poço do visconde e a prosa crítica sóciopolítica de O Escândalo do Petróleo, apontando semelhanças e divergências na abordagem do mesmo tema por diferentes gêneros

Abstract: The years from 1934 to 1937 made closer the relationship between Monteiro Lobato and the Swiss oil engineer Karl Werner Frankie, who immigrated in June of 1920, changing his name to Charles Frankie. Lobato and Frankie sent each other more than a hundred mails4 in this period of three years, further than technical documents about the Brazilian oil exploration. In these letters, Lobato uses technical terms of the oil exploration to strongly criticize the National Mining Code of 1934 and the "Brazilian delay", being part of the history of the first oil companies of Brazil. In other moments of their contact, they debated about their partnership to translate and make a foreword for Flüssiges Gold, by Essad Bey. Lobato and Frankie discussed literature and it aspects, as the requirements for a good translation or the caracteristics of a well published book. The copies of Flüssiges Gold are, for both, of great importance to begin a new Age for the oil researches. I finished Flüssiges Gold. The publisher from here will pay 500 marks to the german publisher, for the rights. We will have as payment for our work of translation 1000 copies to distribute to the national congress, the state congress and more people from the government who don't have any idea of what is the oil. Now I will do my foreword. You will do yours - and in an appendix I will put the Mining Code, preceded by a machiavellian introduction, which will bring the Standart as responsible for that confuse law, interested in smoothly adapt the oil lands, until the day when people start to explore oil.5 Then the Mining Code will fall, and it will brings up a better one. ... The book will open the eyes of these people, showing them the meaning of the oil. Nobody knows it.This country is a great foolish...(...) Foundation of companies, critics to a legislation filled with fails and the search for one which privileges national interests of oil exploration, daily drills, and political implications of a book: these are basically the subjects of these letters, which represent this political, ideological and literary partnership. This dissertation studies the relation between the letters of Lobato and Frankie with the fiction O poço do visconde and political and social prose O Escândalo do Petróleo, pointing aspects in agreement or not of these different approaches of the same subject
Data de Defesa: 28-11-2008
Código: 000438355
Informações adicionais:
Idioma: Português
Data de Publicação: 2008
Local de Publicação: Campinas, SP
Orientador: Marisa Lajolo
Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Estudos da Linguagem
Nível: Dissertação (mestrado)
UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Teoria e História Literária

Dono: ti_lf
Criado: 04-05-2009 16:26
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